sábado, 31 de dezembro de 2016

VOO 20 17

Acabo de ser convidado para uma viagem.

Uma viagem que faço todos os anos,
cada ano num voo diferente,
para um destino diferente,
mas todos os anos com a mesma bagagem.

Este ano vou viajar no voo 20 17.
Querem vir comigo???  :)

Na bagagem levo as melhores recordações do voo 20 16.
Os momentos maus e tristes deposito na caixa de aprendizagens.

À partida prevê-se alguma turbulência para a viagem,
mas eu sento-me confortavelmente e aperto bem o cinto do auto domínio.
Durante a viagem terei escalas nas regiões designadas por Alegria, Bondade, Humildade, Paciência, Temperança, Paz, Felicidade, ...

Durante o voo será servido um chá de abundante Saúde, uma salada de Reavivamento, um prato de enorme Resiliência e uma sobremesa de Compromisso.

À hora do embarque é sugerido um agradecimento a todos os que tornaram a minha viagem no voo 20 16 mais Confortável e Especial. Não esquecendo os que me ajudaram a exercitar o dom da Paciência.

Desejo a todos os viajantes um excelente voo.
Daqui a 12 meses cá estaremos para mais um voo ...
de preferência mais alto e mais próximo dos nossos sonhos.

(Texto adaptado)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

SOM

Voltei a ouvir o mesmo som,
a mesma melodia.
Um som tão diferente do comum,
um som tão especial.

Estava igual, um pouco menos melodioso.
Foi música para o meu ouvido,
ruído para a minha razão.

Um lindo som tocou por um Tempo.
Apareceu e ouviu-se,
apareceu e silenciou-se.

E foi o mais belo som jamais ouvido.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

PORTO: DOURO I

Porto

Vou pintar um quadro:
- Ao centro o rio que corre com alguma corrente,
adornado pelas filas de barcos, remos, mastros e cordas.
- De lado a ponte que liga as duas margens.
- Ao fundo a encosta com "quadrados" amarelos e avermelhados.

O rio é estreito:
de uma margem avista-se a outra,
de uma margem ouve-se a outra,
de uma margem sente-se a outra,
e tudo cabe no meu quadro.

Saltito entre margens, por um tabuleiro ou pelo autro ;)
Saltito e oiço a música das gaivotas e o grasnar dos gansos.
Saltito e oiço a música da flauta que ecoa pela Ribeira,
ou da guitarra que nos embala com o "Hotel California".

Vou pintar um banco à beira rio,
um banco que faça parte da paisagem.
Um banco no vale, rodeado por encostas íngremes que abraçam o rio.
Vou pintar um banco para que alguém se sente,
e faça parte do meu quadro.

Porto


Porto

Porto

Porto

Porto

Porto

Porto

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

PORTO: DOURO II

Porto

Andei, andei, andei ...
caminhei, caminhei, caminhei ...
sempre junto ao rio.

Cheguei à Foz e continuei,
sempre junto ao mar.

Porto

Caminhei, caminhei ...
e sentei-me,
na Praia da Luz,
em cima da areia,
a ver o mar.

Porto

Inverti a marcha e voltei ...
voltei com os bandos de aves a voarem no céu rosa.
Volei com o som das aves no escuro da noite.

Porto

Porto

Passei uma ponte e continuei,
cheguei à segunda e terminei.

Para trás ficaram os super Pokemons do Jardim do Passeio Alegre ... opsss ... o melhor sítio, na melhor localidade, para caçar Pokemons :) Yupi!!

Porto

E foi uma caminhada super calma e Silenciosa, com belas vistas, num dia em que a cidade estava bem barulhenta.

VFX: ENTARDECER


Hoje temos um passeio junto ao rio, designado por Passeio Ribeirinho. Pode-se caminhar, correr ou andar de bicicleta. Construído com piso apropriado, sinalética, bancos de descanso, acessos, tudo ... e encostado ao rio Tejo.


Aqui o rio tem uma largura que nos permite ver a outra margem, tornando a paisagem mais envolvente. 
De lado, a ponte une as duas margens.



Outrora, no tempo em que os carros andavam devagar e eram escassos, havia quem passasse a ponte a pedalar levando o irmão mais novo na traseira do banco. Uma bicicleta, duas crianças, uma ponte sem carros ... e o divertimento não eram jogos eletrónicos, telemóveis, facebook, ... o divertimento era percorrer uma metade da ponte sem pedalar e sentir a velocidade do seu desnível e o vento que batia no rosto ....

Hoje ... contemplo a paisagem e recordo outros tempos  ... tempos de coisas simples e puras ...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS


Fui às compras de Natal a um local diferente, sem filas e sem barulho, sem atropelos e com muita calma.
E onde é isso??? Existe????

Fui à praia.

Fui à praia e fiz um postal,
um postal de areia e conchas,
um presente para todos.

Feliz Natal e um 2017 cheio de coisas boas!! :)

OBJETIVOS

Objetivos alcançados!!!! Yupi!!! 

Mas mesmo que o problema seja grande, moroso e de difícil resolução,
se o dividirmos em tarefas mais pequenas e cumprirmos uma de cada vez, no fim vamos ter o objetivo alcançado.
E não custou nada, foi só cumprir uma tarefa pequena ... de cada vez :)

O dia também está dividido em horas, minutos e segundos. 
Vivemos um segundo de cada vez.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

PRESENTE

Um agrafo,
dois agrafos,
três agrafos.
Um envelope grande,
e outro mais pequeno.
Riscos, letras, ...
Aparentemente nada de especial.

Depois de retirar um agrafo, dois agrafos, três agrafos,
abrir um envelope, dois envelopes ...
eis que sai de dentro o Calendário da Amizade para 2017.

Simples, mal embrulhado, riscado, agrafado,
mas ...
a sua beleza não está na aparência,
mas sim no seu conteúdo ...
no gesto.

Calendário com pensamentos retirados do livro:

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

SEQUÊNCIA??


A seguir ao sol vêm as nuvens ...


O ciclo repete-se,
umas vezes com período solar maior,
outras não ...

domingo, 18 de dezembro de 2016

CAMINHADA AMG IV

Todos os domingos no mesmo local uma caminhada diferente:
outras caras,
outras conversas,
outras risadas,
outros passos ...


E cá temos o elemento mais pontual do grupo:

Com céu azul e um ventinho gélido de Norte, hoje o desafio da caminhada era fazer um concurso de gorros bem quentinhos.




Com a maré  vazia, e bem vazia, são inúmeras as aves e de espécies diferentes ... longe das compras de Natal e das lareiras bem quentinhas, e com alguns pius de ave a surpreender o Silêncio do local.
São alguns kilómeros que se podem percorrer bem encostados ao rio e desfrutando de toda a envolvente com que o Parque das Nações ficou após a Expo 98.





E regressámos pelo mesmo caminho ... que é o mais quentinho e o mais próximo do rio.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

TEMPO


Daqui a um segundo terei mais um segundo ou menos um segundo??
Daqui a uma semana terei mais uma semana ou menos uma semana??
Daqui a um ano terei mais um ano ou menos um ano??

Depende da referência.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SEIXOS


Bate leve, levemente ...
Bate leve e mansamente,
bate e solta um grão.

Bate leve, levemente,
bate, bate, bate ...

A doçura da sua leveza,
a persistência do toque,
moldam o duro e o forte.

domingo, 11 de dezembro de 2016

REFLEXOS

Que reflexos tão brutais ... e com a nossa amiga Lua ...
que nos vigia em Silêncio. Grandes histórias tem ela para contar ... 
a minha história, 
a tua história,
a de todos ...
e todas as histórias com momentos bons e outros menos bons ... 
que se alternam e formam uma vida.

Aqui está ela, refletida nas águas calmas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ERICEIRA: PASSEIO

Ericeira é uma pequena vila piscatória, que se tornou famosa e reconhecida mundialmente por causa do Surf.
A vila está plantada à beira mar. A extensão de areia é muito pequena e em muitas zonas inexistente, o que torna o mar mais próximo das pessoas.
As suas ondas são grandes e por vezes muito bonitas, formando uns autênticos tubos de surf.

Mas devido à proximidade, à dimensão e à periodicidade das ondas, o som do mar é intenso.


Estacionámos o carro e iniciámos a nossa caminhada até ao Pontão da Ericeira.
Sempre junto ao mar, com som intenso de mar, intercalado pelo guinchar das gaivotas que apareciam no céu e poisavam algures.


Na  Praia do Sul inicia-se o percurso encostado ao mar.



Nas poucas zonas de areia algumas poças da maré vazia.


Nas rochas existem algumas escadas para se apreciar o mar mais de perto.


As  esplanadas mesmo que pequenas e apertadas têm uma vista deslumbrante.


Muitas são as pessoas que caminham e apreciam as ondas,
ouvem o seu som intenso,
e sentem a maresia.

Até os Pokemons vieram ver o mar.


Junto à zona piscatória vira-se para o Pontão.


A caminho do farol muitas gaivotas cumprimentam os visitantes.


No  Pontão o farol marca o fim do percurso.


Voltando ao início do Pontão, o caminho continua para norte, sempre encostado ao mar.









Regressámos de noite com os olhos cheios de paisagem.